terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Qual segredo?

Arregalados
Expressivos
Ambiciosos
Que brilha como a luz
Que ofusca com a mesma luz
Brilha com o novo amor
Brilha lágrima de alegria
Brilha lágrima de tristeza
Várias cores:
colorido, castanho, claro, escuro, verde, azul, mel, jabuticaba, bem preto, avermelhado.
Cansado
Esbugalhado
Atônito
Pasmo
Triste
Fundos
Embotados
Sedutores
frente a frente, alinhados.
Bem aberto, bem redondo, quase fechado.
Grande, grandão, pequeno, puxados.
Os que expressam frios, outros calor.
Calientes
Irritados
Molhados em lágrimas, suor.
Aberto dormindo, acordado fechado.
Iludidos, apaixonados, desiludidos
Coitados, famintos.
Presos, amargurados
Doces, adocicados.
Rebeldes, otimistas, libertados.
Diferenciados.
Que escondem e revelam.
Qual segredo dos seus olhos?
 
 



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

É São Paulo ...

Esta terra muito rica, muito linda, cheia de flor
É a terra da garoa, da Paulista e do amor
Essa terra que produz, reproduz a economia
Que tem parque, tem a Luz, tem a Sé
e alegria.

Essa é nossa São Paulo que abala coração
Construída por um povo, orgulho desta nação?

É a terra da oportunidade onde vagam nossos filhos
que nas noites dormem sujos, com fome e sem destino.

É a nossa São Paulo que abala coração
Construídas com o sangue negro em nome da exploração.

Esta terra desigual, de Sem Teto e Sem Terra
Para os ricos tem de tudo
Para os pobres a favela.

Onde preto é humilhado com direito à chacina
É quase legalizado os estupros nas meninas.

É São Paulo da garoa, da hipocrisia, da maldade
Nunca enSerra, nunKassab, a maldHadad contra o povo
Que a cada quatro anos vem enganação de novo.

É esta a terra que têm palmeiras onde canta o sabiá?
As balas que a rota dispara é pra que? pra matar?

É São Paulo da garoa que massacra coração?
460 anos de genocídio, opressão e exploração ...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Gostar da vida...

Gostar de alguém junta-se ao meu desejo de justiça social e igualdade. Faz com que minha rebeldia se aflore e que meus olhas alcance cada vez mais as mãos oprimidas. Aflora meu carinho pelas crianças e o respeito pela humanidade.
Reforça, entretanto, o desejo de amar: aos irmãos, aos amigos e amigas, minhas crias.
Reaviva a ideia de germinar em vida, numa sociabilidade que não esta, a do capital.
Não carece de ser correspondido e sim, que meu coração corresponda ao amor. Que seja livre. 
Gostar de alguém faz com que, ao menos, me sinta ser humano, me humaniza.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

COMO MANDELA

Cada guerreiro/a que se vai. Leva consigo um pedaço de mim ...
Cada luta que perdemos, perco um pedaço da vida ...
Cada homem e mulher de luta que morre. Consigo morre um pedaço de minha alma.
Cada queda, derruba um pedaço da esperança.
O Capital mata rapidamente nossas esperanças.
Mas, guerreiros e guerreiras quando se deitam, em vida foram sufocados/as pela desigualdade.
Ficam na nossa história, dos trabalhadores...Como exemplos de que mesmo ...
... com as inúmeras derrotas.
... a saída é a luta.
Assim se foram tantos e tantas....
Como MANDELA.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sem palavras ...

O poeta é aquele-a. Que fala, grita, esperneia. Lança palavras de efeito, versos bonitos, gírias, rimas.
As frases se entre laceiam poeticamente, o que escreve é tudo, é quase tudo. Quase canto, quase encanto.
Quanto risos, quanto pranto.
O poeta é tudo isso. Capaz de misturar a lua cheia com o meio Sol, põe flores coloridas no inverno,
seca o arvoredo na primavera, deixa o verão feio e outono lindo, mistura óleo com água, só ela poeta.  pode fazer tudo isso.
Mas, quando o poeta fica sem palavras é porque seu coração está esmagado ...
... Sem palavras ...

Góes

sábado, 21 de setembro de 2013

Amor do homem

O homem emancipa quando aprende que seu amor não se resume a uma mulher.
O homem aprende quando emancipa seus sentimentos além da relação matrimonial.
O homem vive quando a liberdade o fascina.
O homem se fascina, emancipa e aprende a buscar a liberdade para si e para ela ...

Autor: Góes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Procuro-me

Ei, ei

Onde estou?
Você me viu?
Você me conhece?

Eu me conheço

Mas não reconheço
Perdi-me, perdime, me perdi

Não sei onde fui

Não sei aonde vou
Só sei o que fiz

Ei, ei

Onde estou?
O que tenho?
Que faço da vida?

Já sei

Talvez mudei de vida

Meu estômago dói onde já não doía

Minha cabeça dói onde já não doía

Que passa comigo?

Oque falo da luta?
Será que era príncipe?
Será?
Será que virei sapo?
Será que sou bruxa

No espelho não mais me encontro

O rosto desfigurado
Transtornado, transformado
Já não dá a velha visão jovial

Talvez pereci no tártaro da antivida

Quem sabes esqueci os versos da ruptura
Preso em meu próprio coração angustiado
Incendiado pelo ardente rabo de cometa

Estou na chuva?

Estou ao Sol?
Estou na noite?
Estou ao dia?

Quem vir-me

Dê-me um abraço apertado
Sussurre ao meu ouvido
Hablas amor pra mim

Se encontrar

Digas,
Vai digas
que tenho saudades de ti

Saudade da cordialidade

Saudade da solidariedade
Saudade da sensibilidade

Saudade do pão e do café

do corpo mirradinho
mas firme e forçudo

Quem sabe hoje

Inchado na beira do rio
Carcomido pelos abutres

Morto em vida

Vagando sujo e maltrajado
Sem gosto pelo mundo
Codinome vagabundo
Caminhando de pés nus e pesados
Sob a eterna trilha de prego enferrujado

Odor de aguardente, miolos torturados

De ponta cabeça no abismo
Lacrimejando vidro moído
Estrela apagada
Retina ofuscada
Cerrados os cílios

O estômago dói onde já não doía

A cabeça dói
Aonde já não doía?

Diga a mim

Volte
Tem gente que me quer bem

Mesmo que não seja ela

Mesmo que não seja aquela
Mesmo que não sejas bela
Mas que seja alguém

Diga que estou solitário

Mesmo que não esteja solitário
Peça que volte
Tenho saudades de mim

Ass: Góes